Quem tem uma ideia da beleza quer física, quer intelectual, não experimenta com a vista ou o conhecimento novo desse ente que se chama o homem, outra impressão a não ser a de uma amostra completamente nova, verdadeiramente original e que nunca teria imaginado, de um ente composto de fealdade, de insipidez, de vulgaridade, de perversão, de estupidez, de maldade. Quando me encontro no meio de caras novas, recorda-me a Tentação de Santo Antônio de Téniers e de quadros análogos, onde a cada nova deformidade monstruosa que se me depara, admiro a novidade das combinações imaginadas pelo pintor.