Devo confessá-lo sinceramente: a vista de qualquer animal regozija-me e satisfaz-me o coração, principalmente os cães e todos os animais em liberdade, pássaros, insetos, etc. Pelo contrário, a presença dos homens excita quase sempre em mim uma pronunciada aversão, porque, com poucas exceções, oferecem-me um espetáculo das deformidades mais horríveis e variadas: fealdade física, expressão moral de paixões baixas e ambições desprezíveis, sintomas de loucura e de perversidades de todas as espécies e grandezas. Enfim, uma corrupção sórdida, fruto e resultado de costumes degradantes. Desvio-me deles e busco abrigo na natureza, feliz por encontrar aí os animais.